Então a proposta era:
Escreva sobre alguém que inspira/consagra/monumenta em sua vida ou obra o feminismo.

Feminismo, palavra que de tempos vindos esses últimos vem sendo usada “arriba, abajo, al centro e adentro”. Usada tanto e tão erroneamente em determinados momentos que perde seu real valor/motivo/razão.

Sendo assim, me veio uma autora de muito gosto e apreciação pessoal, pois além de escrever sobre amor (Ah! Às favas! Palavra rocambolesca e marmota nos dias e noites modernos de hoje!), viveu e exerceu uma profissão numa época que esta era apenas outorgada apenas a homens. Jane Austen.

Ela nasceu na Inglaterra (1775-1817), foi a sétima filha de um Reverendo Anglicano e teve 6 romances publicados, sendo o último ” Persuasão”, postumamente. Entre esses o de maior conhecimento público, ” Orgulho e Preconceito”, tendo 3 produções cinematográficas realizadas.

Jane nos transporta para aqueles dias em que viveu, descrevendo paisagens, comportamento social e nos permitindo quase vivenciar anos de outrora.

Elizabeth Bennett, Liz, a personagem principal não é a irmã mais velha, não é a mais bonita, não é considerada prendada para o que uma dama deveria ser naqueles tempos. Era a segunda filha de cinco e suas duas maiores prendas eram ler e caminhar.

A família possuía o nome, mas necessitava de um bom casamento de uma das filhas para que sua herança/ terras não passassem para parentes homens longínquos ( sim, mulheres não possuíam o direito a receber os bens da própria família caso não se casassem.

Surge na região, Sr. Bingley, bonito jovem, vivaz e de herança vistosa, e mesmo assim sem nenhuma raíz de preconceitos quanto a classes e posses das pessoas que lhe cercavam e à primeira vista se apaixona pela mais velha, mais bonita e tão bondosa quanto Liz, Jane. Entre “desavisos” e avisos arranjados a história todavia se direciona à luta de duas personagens que não foram feitos para serem perfeitos e belos. Liz e Mr. Darcy. Ainda assim está entre uma das mais bonitas, fortes e perspicazes histórias de amor.

Jane Austen exercia o feminismo antes mesmo dele ser conjecturado nessa palavra com essas tantas sílabas. Além de praticar até o fim da vida a profissão que a vista da sociedade não lhe cabia, nem era de sua alçada, nunca se casou. Sua vida ia além do que lhe cobravam e seus princípios eram mais justos e visionários do que tudo e todos que a cercavam. Bravo!