Não tenha medo de sentir saudade.
Não tenha medo de sentir.
Não tenha medo.
Vivemos numa geração covarde, amedrontada, espectadora da realidade que registra a vida, mas esquece de vive-la de verdade, por puro medo de ser feliz. Uma geração de pessoas mimadas, egoístas, viciadas em complicar o que é simples. Porque ser feliz é simples, basta se entregar.
É muito comum conhecer alguém, aparentemente interessado, que embrulha o próprio coração em plástico bolha com medo de quebrar, mas que não dá a mínima se isso vai partir o coração alheio. Egoísta. Alguém que deixa o medo impedir de viver algo incrível por traumas do passado.
Não seja essa pessoa.
Sabe esse sentimento latente aí dentro? Permita-se senti-lo. Liberte-se dessas amarras do passado para aproveitar o presente e ter um futuro gostoso, ao lado de uma pessoa diferente daquela que te fez sofrer. Não repita o mesmo erro com quem não tem nada a ver com isso.
Pare de se acovardar diante da vida. De ser um mero espectador, que registra uma felicidade falsificada, cheia de amores virtuais, mas que ao deitar na cama tem a consciência de que não passa de uma pessoa vazia e solitária.
Não precisa ter medo de sentir, não. De demonstrar. De falar. É tão simples ser recíproco, nós que temos mania de fazer disso um bicho de sete cabeças. É incrível como uma geração tão ligada à comunicação, tem sérios problemas para se comunicar quando realmente é necessário.
Seja sincero. Ninguém é obrigado a adivinhar que você não passa de um menininho que ainda tem medo de escuro, porque suas atitudes não condizem com sua lábia já condicionadas no piloto automático. Não é porque você já virou apenas mais um, igual aos outros, que pode tratar todas como se fossem iguais às que te fizeram sofrer.
Fale.
Fale o que você sente.
Sinta o que você fala.
Sem medo de ser feliz.

Texto original no Literatura Amarga