Me desprender das amarras do passado e não temer a incerteza do futuro sempre foi um desafio pra mim. A linha tênue entre otimismo e ansiedade faz da minha mente um eterno emaranhado de pensamentos. Mas calma, não quero que se assuste.

De amedrontada aqui já basta eu, né?

Me desculpe por isso.

É complicado quando eu me sinto segura e insegura ao mesmo tempo, entende? Eu queria ser esse sopro de alegria, mas enquanto uns são sopro, eu sou suspiro. Suspiro de felicidade, de dúvida, de confusão. Um suspiro gostoso, mas inseguro.

Talvez a minha gana de fazer e falar o que eu quero acabam passando uma segurança ao olhos desatentos. Mas só quem para pra olhar sabe do que estou falando. São poucos os que observam e conseguem enxergar de verdade que às vezes eu tenho medo, mesmo, ué. Medo da dúvida, medo da certeza, medo de abaixar a guarda mais uma vez e me machucar. Mais uma vez.

Medo do novo, do dejavu indesejado. Medo da felicidade, medo de perder a liberdade, de não saber lidar. Medo de viver sem entender, apenas deixar levar. Medo de sentir, de falar. Medo de estragar tudo.

Mas não me julgue, por favor. A vida já me pregou tantas surpresas, que é só complicado, entende? E como escritora, já é de se imaginar que eu veja as coisas com outros olhos e sinta tudo de outra forma. Eu gosto de ser assim, intensa e observadora, e não quero mudar por ninguém. Eu sou uma imensidão que às vezes parece uma criança frágil e assustada. Acontece quando o novo aparece sem avisar.

E não estou dizendo tudo isso esperando por respostas, porque elas não existem. Estou apenas pedindo paciência. Uma vez eu disse que as pessoas se conhecem, se ajudam no desenvolvimento e despertam o melhor umas nas outras. Pois bem, estou nesse processo de desenvolvimento na busca de um olhar para o agora, um coração mais leve e uma mente mais tranquila.

Tenha coragem.

Vou precisar.